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🇧🇷 Espécie Brasileira
Pycnonemosaurus nevesi
Cretáceo Carnívoro

Pycnonemosaurus nevesi

Pycnonemosaurus nevesi

"Lagarto da floresta densa de Neves"

Período
Cretáceo · Campaniano-Maastrichtiano
Viveu
75–70 Ma
Comprimento
até 8.9 m
Peso estimado
3.6 t
País de origem
Brasil
Descrito em
2002 por Alexander W.A. Kellner & Diogenes de Almeida Campos

O Pycnonemosaurus nevesi foi o maior abelissaurídeo conhecido da história, com comprimento estimado em 8,9 metros e massa de cerca de 3,6 toneladas. Viveu no Cretáceo Superior, há aproximadamente 70 a 75 milhões de anos, no que hoje é o estado do Mato Grosso, Brasil. Descrito por Kellner e Campos em 2002, foi o primeiro abelissaurídeo confirmado do Grupo Bauru. Pertence à linhagem Furileusauria dos abelissaurídeos sul-americanos, os mesmos que incluem Carnotaurus e Aucasaurus. Seus fósseis, embora fragmentários, revelam um carnívoro de grande porte que provavelmente caçava titanossauros.

O Pycnonemosaurus nevesi foi encontrado na Formação Cachoeira do Bom Jardim, unidade vulcano-sedimentar-química depositada no Cretáceo Superior, entre o Santoniano e o Maastrichtiano, na Bacia de Cambambe (Chapada dos Guimarães, Mato Grosso). A formação é composta por conglomerados polimíticos e arenitos, cuja origem inclui rochas igneas básicas cimentadas principalmente por carbonato. O paleoambiente era semi-árido, representando as partes intermediárias de leques aluviais. Além do Pycnonemosaurus, a formação registra quelônios, crocodiloformes e titanossauros, compondo um ecossistema do Gondwana Ocidental do final do Cretáceo.

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Habitat

O Pycnonemosaurus nevesi habitou a Formação Cachoeira do Bom Jardim, no que hoje é o Mato Grosso, Brasil, durante o Campaniano ao Maastrichtiano do Cretáceo Superior (~75-70 Ma). O ambiente era semi-árido, representando as partes intermediárias de leques aluviais depostos em clima semi-árido. As rochas vermelhas conglomeráticas onde o fóssil foi encontrado indicam transporte fluvial energético em planícies áridas sazonalmente inundadas. A fauna contemporânea incluía titanossauros sauropodas e crocodilos, além de quelônios e outros répteis. O ecossistema era parte do Gondwana Ocidental, com conexões faunísticas com Argentina, África e Índia via derivadas continentais.

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Alimentação

Como maior predador do ecossistema do Cretáceo Superior do Mato Grosso, o Pycnonemosaurus nevesi provavelmente caçava titanossauros sauropodas encontrados na mesma localidade, o que justifica seu grande porte. À semelhança de seus parentes próximos como Carnotaurus e Aucasaurus, possuía dentes pequenos mas afiados, adaptados para agarrar presas em luta. Estudos biomecânicos de abelissaurídeos relacionados sugerem mordidas frontais de alta velocidade com força moderada. A cauda robusta e musculosa, inferida a partir dos processos transversos caudais conhecidos, proporcionava força locomotora explosiva para emboscadas de curta distância.

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Comportamento e sentidos

Com base em analogia filogenética com outros abelissaurídeos, o Pycnonemosaurus provavelmente era um predador solitário e territorial. Estudos de parentes próximos como Skorpiovenator documentaram um sistema neurovascular excepcional nos ossos cranianos, possivelmente utilizado para termorregulação ou comunicação intra-específica. Abelissaurídeos derivados como Carnotaurus exibem morfologia craniana robusta que pode ter sido usada em comportamentos de exibição ou combate intra-específico. As características únicas do púbis do Pycnonemosaurus, com pé arredondado pequeno e extremidade anterior arqueada, podem refletir adaptações posturais específicas desta espécie.

Fisiologia e crescimento

Como terópode de grande porte (8,9 metros, 3,6 toneladas), o Pycnonemosaurus apresentava o padrão fisiológico geral dos abelissaurídeos derivados: membros posteriores robustos para propulsão explosiva, cauda musculosa com grande M. caudofemoralis (inferido por analogia com Carnotaurus), membros anteriores completamente vestigiais e pele escamosa sem penas (baseado em evidências de Carnotaurus). A histologia óssea de abelissaurídeos relacionados indica crescimento relativamente rápido, endotermia parcial e determinação do crescimento na maturidade. O registro fóssil fragmentário do Pycnonemosaurus, possivelmente de um subadulto, sugere que os adultos poderiam ser ainda maiores.

Configuração continental

Mapa paleogeográfico do Cretáceo (~90 Ma)

Ron Blakey · CC BY 3.0 · Cretáceo, ~90 Ma

Durante o Campaniano-Maastrichtiano (~75–70 Ma), Pycnonemosaurus nevesi habitava a Laramídia, a metade ocidental do que hoje é a América do Norte, separada pelo Mar Interior do Oeste (Western Interior Seaway), um mar raso que dividia o continente ao meio. Os continentes estavam em posições muito diferentes das atuais: a Índia viajava em direção à Ásia, a Antártida ainda estava conectada à Austrália, e a América do Sul era uma ilha separada.

Completude estimada 15%

Holótipo DGM 859-R consiste em cinco dentes incompletos, partes de sete vértebras caudais, porção distal do púbis direito, tíbia direita e articulação distal da fíbula direita. Espécime pertencia provavelmente a um indivíduo subadulto. A revisão de 2017 por Delcourt adicionou três processos transversos caudais e material novo ao conhecimento da espécie.

Encontrado (5)
Inferido (8)
Esqueleto de dinossauro — theropod
Gunnar Bivens CC BY-SA 4.0

Estruturas encontradas

vertebraepubistibiafibulafoot

Estruturas inferidas

skulllower_jawhumerusfemurscapularibscomplete_skinsoft_tissue

15 artigos em ordem cronológica — do artigo de descrição original até pesquisas recentes.

2002

On a theropod dinosaur (Abelisauria) from the continental Cretaceous of Brazil

Kellner, A.W.A. & Campos, D.A. · Arquivos do Museu Nacional

Artigo fundador que estabelece o Pycnonemosaurus nevesi como o primeiro abelissaurídeo descrito formalmente do Grupo Bauru, no Cretáceo Superior do Brasil. Kellner e Campos descrevem o holótipo DGM 859-R, coletado na localidade Fazenda Roncador, Mato Grosso, composto por dentes, vértebras caudais, púbis, tíbia e fíbula. Os autores identificam características diagnósticas que distinguem o espécime de outros abelissaurídeos conhecidos: o púbis com pé arredondado pequeno e extremidade distal anterior arqueada ventralmente, e processos transversos caudais em forma de gancho. O nome homenageia o paleontólogo brasileiro Iedo Batista Neves. O artigo posicionou pela primeira vez o Brasil como território de ocorrência de abelissaurídeos, expandindo a distribuição desse grupo gondwânico.

Reconstrução esquelética do Pycnonemosaurus nevesi por Gunnar Bivens (2018), usando Carnotaurus como guia para as partes não preservadas. Os ossos conhecidos incluem vértebras caudais, púbis, tíbia e fíbula.

Reconstrução esquelética do Pycnonemosaurus nevesi por Gunnar Bivens (2018), usando Carnotaurus como guia para as partes não preservadas. Os ossos conhecidos incluem vértebras caudais, púbis, tíbia e fíbula.

Comparação de tamanho dos carnotaurinos (da esquerda para a direita): Carnotaurus, Abelisaurus, Pycnonemosaurus, Aucasaurus e Quilmesaurus. O Pycnonemosaurus é o maior de todos os abelissaurídeos conhecidos, com 8,9 metros.

Comparação de tamanho dos carnotaurinos (da esquerda para a direita): Carnotaurus, Abelisaurus, Pycnonemosaurus, Aucasaurus e Quilmesaurus. O Pycnonemosaurus é o maior de todos os abelissaurídeos conhecidos, com 8,9 metros.

2017

Revised morphology of Pycnonemosaurus nevesi Kellner & Campos, 2002 (Theropoda: Abelisauridae) and its phylogenetic relationships

Delcourt, R. · Zootaxa

Revisão completa da morfologia do Pycnonemosaurus nevesi por Rafael Delcourt, apresentando novos materiais, incluindo três processos transversos caudais adicionais. A análise filogenética deste estudo demonstra forte relacionamento do Pycnonemosaurus com os abelissaurídeos mais derivados, como Carnotaurus e Aucasaurus, dentro do clado Furileusauria. O trabalho também discute a validade taxonômica do gênero, que havia sido questionada por Carrano e Sampson (2008). Delcourt conclui que o Pycnonemosaurus é um gênero válido, baseado em autapomorfias claras, e reposiciona sua filogenia dentro dos Brachyrostra sul-americanos.

Sexta vértebra caudal do holótipo de Carnotaurus sastrei em vistas lateral, anterior e dorsal. Estrutura caudal comparável à dos processos transversos do Pycnonemosaurus, chave para sua posição filogenética dentro dos Furileusauria.

Sexta vértebra caudal do holótipo de Carnotaurus sastrei em vistas lateral, anterior e dorsal. Estrutura caudal comparável à dos processos transversos do Pycnonemosaurus, chave para sua posição filogenética dentro dos Furileusauria.

Árvore filogenética da Ceratosauria baseada em Rauhut e Carrano (2016), mostrando as relações evolutivas dentro do grupo que inclui o Pycnonemosaurus. O espécime brasileiro se posiciona entre os abelissaurídeos brachyrostrans mais derivados.

Árvore filogenética da Ceratosauria baseada em Rauhut e Carrano (2016), mostrando as relações evolutivas dentro do grupo que inclui o Pycnonemosaurus. O espécime brasileiro se posiciona entre os abelissaurídeos brachyrostrans mais derivados.

2017

Allometry and body length of abelisauroid theropods: Pycnonemosaurus nevesi is the new king

Grillo, O.N. & Delcourt, R. · Cretaceous Research

Estudo alométrico fundamental que reavalia o tamanho corporal dos abelissauroides usando equações bivariadas aplicadas a 40 medidas de crânio, vértebras e elementos apendiculares. Os autores concluem que o Pycnonemosaurus nevesi media 8,9 ± 0,3 metros, superando o Carnotaurus (7,8 ± 0,3 m) e tornando-se o maior abelissaurídeo formalmente descrito. O estudo também demonstra que estimativas anteriores subestimavam o animal em até 30%. A análise usa espécimes de referência incluindo Carnotaurus, Majungasaurus, Aucasaurus e Rugops, estabelecendo um novo padrão metodológico para estimativas de tamanho em terópodes com preservação parcial.

Comparação de tamanho entre membros da Carnotaurinae incluindo Pycnonemosaurus (terceiro da esquerda). As estimativas alométricas de Grillo e Delcourt (2017) estabeleceram o Pycnonemosaurus como o maior de todos os abelissaurídeos.

Comparação de tamanho entre membros da Carnotaurinae incluindo Pycnonemosaurus (terceiro da esquerda). As estimativas alométricas de Grillo e Delcourt (2017) estabeleceram o Pycnonemosaurus como o maior de todos os abelissaurídeos.

Comparação dos fêmures distais de Quilmesaurus curriei e Carnotaurus sastrei, dois abelissaurídeos cujos dados foram utilizados por Grillo e Delcourt (2017) para calibrar as equações alométricas de estimativa de tamanho corporal.

Comparação dos fêmures distais de Quilmesaurus curriei e Carnotaurus sastrei, dois abelissaurídeos cujos dados foram utilizados por Grillo e Delcourt (2017) para calibrar as equações alométricas de estimativa de tamanho corporal.

2018

Ceratosaur palaeobiology: new insights on evolution and ecology of the southern rulers

Delcourt, R. · Scientific Reports

Revisão abrangente da paleobiologia dos ceratossauros por Delcourt, examinando evolução e ecologia dos dominadores do Hemisfério Sul. O estudo estabelece o novo clado Etrigansauria, contendo Abelisauridae e Ceratosauridae, e documenta evidências de tecidos moles cranianos em abelissaurídeos sugerindo comportamento de investida de baixo deslocamento. O trabalho demonstra que ceratossauros derivados habitavam ambientes semi-áridos e funcionavam como análogos ecológicos dos tiranossaurídeos do norte. Pycnonemosaurus é discutido como representante de um clado de abelissaurídeos sul-americanos tardios que atingiram tamanhos corporais excepcionais.

Árvore filogenética da Ceratosauria baseada em Rauhut e Carrano (2016), editada para clareza. O Pycnonemosaurus se posiciona nos clados mais derivados dos abelissaurídeos sul-americanos, dentro de Furileusauria.

Árvore filogenética da Ceratosauria baseada em Rauhut e Carrano (2016), editada para clareza. O Pycnonemosaurus se posiciona nos clados mais derivados dos abelissaurídeos sul-americanos, dentro de Furileusauria.

Distribuição geográfica, era e relações filogenéticas da Ceratosauria. O Pycnonemosaurus é um dos representantes do Hemisfério Sul durante o Cretáceo Superior, período de máxima diversidade dos abelissaurídeos.

Distribuição geográfica, era e relações filogenéticas da Ceratosauria. O Pycnonemosaurus é um dos representantes do Hemisfério Sul durante o Cretáceo Superior, período de máxima diversidade dos abelissaurídeos.

2012

A Middle Jurassic abelisaurid from Patagonia and the early diversification of theropod dinosaurs

Pol, D. & Rauhut, O.W.M. · Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences

Estudo de grande impacto que descreve Eoabelisaurus mefi do Jurássico Médio da Patagônia, ampliando o registro conhecido dos abelissaurídeos em mais de 40 milhões de anos. O esqueleto quase completo revela os estágios evolutivos iniciais das características distintivas dos abelissaurídeos, como a modificação do membro anterior. A análise filogenética inclui o Pycnonemosaurus como membro derivado dos Brachyrostra sul-americanos. O estudo sugere que um deserto central gondwânico pode ter restringido certos grupos de vertebrados aos continentes meridionais, explicando o endemismo dos abelissaurídeos no Gondwana.

Reconstrução do crânio de Eoabelisaurus mefi, o abelissaurídeo mais basal e antigo conhecido, descrito por Pol e Rauhut (2012). A reconstituição revela as primeiras fases evolutivas das adaptações cranianas que culminariam em formas derivadas como o Pycnonemosaurus.

Reconstrução do crânio de Eoabelisaurus mefi, o abelissaurídeo mais basal e antigo conhecido, descrito por Pol e Rauhut (2012). A reconstituição revela as primeiras fases evolutivas das adaptações cranianas que culminariam em formas derivadas como o Pycnonemosaurus.

Comparação entre os membros anteriores de Carnotaurus, Dilophosaurus e Eoabelisaurus, mostrando a progressiva redução do membro anterior ao longo da evolução dos abelissaurídeos. O Pycnonemosaurus apresentaria membros ainda mais reduzidos que Eoabelisaurus.

Comparação entre os membros anteriores de Carnotaurus, Dilophosaurus e Eoabelisaurus, mostrando a progressiva redução do membro anterior ao longo da evolução dos abelissaurídeos. O Pycnonemosaurus apresentaria membros ainda mais reduzidos que Eoabelisaurus.

2011

Dinosaur Speed Demon: The Caudal Musculature of Carnotaurus sastrei and Implications for the Evolution of South American Abelisaurids

Persons IV, W.S. & Currie, P.J. · PLOS ONE

Análise da musculatura caudal do Carnotaurus sastrei, mais próximo parente conhecido do Pycnonemosaurus dentro dos Furileusauria, revelando um músculo caudofemoralis excepcionalmente grande que proporcionava capacidade de corrida explosiva. Modelos musculares digitais indicam que, relativamente ao tamanho corporal, Carnotaurus tinha o maior M. caudofemoralis de qualquer terópode estudado. Esses achados têm implicações para a evolução locomotora de abelissaurídeos sul-americanos como o Pycnonemosaurus, que provavelmente compartilhava adaptações similares para caça de titanossauros de grande porte.

Vistas lateral e dorsal da cauda robusta de Carnotaurus sastrei, com esqueleto caudal e pélvico e musculatura digital reconstruída. O M. caudofemoralis destacado em vermelho é excepcionalmente desenvolvido, conferindo capacidade de corrida explosiva ao animal.

Vistas lateral e dorsal da cauda robusta de Carnotaurus sastrei, com esqueleto caudal e pélvico e musculatura digital reconstruída. O M. caudofemoralis destacado em vermelho é excepcionalmente desenvolvido, conferindo capacidade de corrida explosiva ao animal.

Seção transversal da cauda de Carnotaurus mostrando a sexta vértebra caudal e a musculatura adjacente. O grande volume muscular nessa região é análogo ao que se espera para Pycnonemosaurus, dado seu posicionamento filogenético próximo.

Seção transversal da cauda de Carnotaurus mostrando a sexta vértebra caudal e a musculatura adjacente. O grande volume muscular nessa região é análogo ao que se espera para Pycnonemosaurus, dado seu posicionamento filogenético próximo.

2010

Jaw biomechanics and the evolution of biting performance in theropod dinosaurs

Sakamoto, M. · Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences

Estudo pioneiro que aplica método de 'perfilamento biomecânico' a 41 táxons de terópodes, calculando a vantagem mecânica em cada posição de mordida ao longo da arcada dentária. A análise revela que abelissaurídeos como Carnotaurus, o parente mais próximo do Pycnonemosaurus, ocupam espaço funcional único associado a mordidas frontais de alta velocidade. O trabalho demonstra forte sinal filogenético na evolução do desempenho de mordida dos terópodes, e conclui que os principais turnos funcionais ocorreram nas origens dos grandes clados. Esses dados são relevantes para inferir a estratégia de predação do Pycnonemosaurus, que compartilhava com outros furileusauros o crânio reduzido e dentes pequenos.

Comparação de crânios de seis gêneros de abelissaurídeos: Rajasaurus, Rugops, Abelisaurus, Majungasaurus, Aucasaurus e Carnotaurus. A biomecânica diferente de cada crânio reflete estratégias de predação variadas dentro do grupo, tema central do estudo de Sakamoto.

Comparação de crânios de seis gêneros de abelissaurídeos: Rajasaurus, Rugops, Abelisaurus, Majungasaurus, Aucasaurus e Carnotaurus. A biomecânica diferente de cada crânio reflete estratégias de predação variadas dentro do grupo, tema central do estudo de Sakamoto.

Diagrama do crânio de Ekrixinatosaurus novasi, um abelissaurídeo sul-americano, cujas proporções cranianas foram estudadas na análise de biomecânica mandibular comparativa de terópodes. A morfologia reduzida do focinho é característica dos abelissaurídeos derivados.

Diagrama do crânio de Ekrixinatosaurus novasi, um abelissaurídeo sul-americano, cujas proporções cranianas foram estudadas na análise de biomecânica mandibular comparativa de terópodes. A morfologia reduzida do focinho é característica dos abelissaurídeos derivados.

2017

The last dinosaurs of Brazil: The Bauru Group and its implications for the end-Cretaceous mass extinction

Brusatte, S.L., Candeiro, C.R.A. & Simbras, F.M. · Anais da Academia Brasileira de Ciências

Revisão abrangente dos dinossauros do Grupo Bauru, conjunto de rochas cretáceas do Brasil que cobre aproximadamente 370 mil km². O estudo demonstra que uma fauna diversificada de dinossauros, incluindo titanossauros herbívoros e abelissaurídeos carnívoros como o Pycnonemosaurus, sobreviveu até o final do Cretáceo (Maastrichtiano). Os autores argumentam que esses dinossauros do Hemisfério Sul estavam ainda em processo de diversificação quando o impacto do asteroide provocou a extinção em massa, de modo análogo às faunas do Hemisfério Norte. O trabalho apresenta Pycnonemosaurus estimado em 8,9 metros como um dos maiores predadores do Cretáceo Superior do Brasil.

Comparação de escala entre cinco abelissaurídeos: Carnotaurus, Aucasaurus, Ekrixinatosaurus, Skorpiovenator e Majungasaurus. O Pycnonemosaurus, não incluído nesta imagem, seria o maior de todos esses animais, destacando seu papel como predador de topo do Cretáceo brasileiro.

Comparação de escala entre cinco abelissaurídeos: Carnotaurus, Aucasaurus, Ekrixinatosaurus, Skorpiovenator e Majungasaurus. O Pycnonemosaurus, não incluído nesta imagem, seria o maior de todos esses animais, destacando seu papel como predador de topo do Cretáceo brasileiro.

Réplica osteológica do Pycnonemosaurus nevesi exposta no Museu de História Natural de Mato Grosso, em Cuiabá. Este é o maior predador confirmado do Cretáceo Superior do Brasil, com até 8,9 metros de comprimento.

Réplica osteológica do Pycnonemosaurus nevesi exposta no Museu de História Natural de Mato Grosso, em Cuiabá. Este é o maior predador confirmado do Cretáceo Superior do Brasil, com até 8,9 metros de comprimento.

2022

First definitive record of Abelisauridae (Theropoda: Ceratosauria) from the Cretaceous Bahariya Formation, Bahariya Oasis, Western Desert of Egypt

Salem, B.S., Lamanna, M.C., O'Connor, P.M., El-Qot, G.M., Shaker, F., Thabet, W.A., El-Sayed, S. & Sallam, H.M. · Royal Society Open Science

Estudo que documenta o espécime MUVP 477, uma vértebra cervical parcial de um abelissaurídeo de médio porte das rochas Cenomanianas do Egito. Representa o registro mais antigo confirmado de abelissaurídeos no nordeste da África. A análise filogenética, que inclui o Pycnonemosaurus nevesi entre os táxons de referência, posiciona o espécime egípcio em politomia com todos os abelissaurídeos incluídos ou como membro basal do clado sul-americano. O trabalho confirma que abelissaurídeos dominavam África, Índia e América do Sul durante o Cretáceo.

Crânio de Abelisaurus comahuensis, abelissaurídeo argentino do Campaniano. A distribuição gondwânica dos abelissaurídeos, com representantes no Brasil (Pycnonemosaurus), Argentina (Abelisaurus, Carnotaurus), África, Índia e Madagascar, é tema central dos estudos biogeográficos do grupo.

Crânio de Abelisaurus comahuensis, abelissaurídeo argentino do Campaniano. A distribuição gondwânica dos abelissaurídeos, com representantes no Brasil (Pycnonemosaurus), Argentina (Abelisaurus, Carnotaurus), África, Índia e Madagascar, é tema central dos estudos biogeográficos do grupo.

Reconstituição artística de Carnotaurus sastrei por Nobu Tamura, parente próximo do Pycnonemosaurus dentro dos Furileusauria. A morfologia típica dos abelissaurídeos com crânio curto, chifres orbitais e membros anteriores vestigiais é compartilhada por todo o grupo.

Reconstituição artística de Carnotaurus sastrei por Nobu Tamura, parente próximo do Pycnonemosaurus dentro dos Furileusauria. A morfologia típica dos abelissaurídeos com crânio curto, chifres orbitais e membros anteriores vestigiais é compartilhada por todo o grupo.

2022

An exceptional neurovascular system in abelisaurid theropod skull: New evidence from Skorpiovenator bustingorryi

Cerroni, M.A., Canale, J.I., Novas, F.E. & Paulina-Carabajal, A. · Journal of Anatomy

Estudo usando tomografia computadorizada documenta um sistema neurovascular excepcional no crânio do abelissaurídeo Skorpiovenator bustingorryi, representante derivado próximo do Pycnonemosaurus. Uma fileira de grandes foramina na superfície dorsal dos ossos nasais conecta-se internamente por canais que provavelmente alojavam vasos sanguíneos e nervos. Os autores propõem três hipóteses funcionais: termorregulação por troca de calor vascular, vascularização de estruturas de exibição para comunicação intra-específica, ou suporte a órgãos sensoriais. O trabalho demonstra complexidade craniana insuspeitada nos abelissaurídeos.

Reconstituição de Carnotaurus sastrei (2017) por Fred Wierum, mostrando a morfologia craniana típica dos abelissaurídeos derivados: crânio curto, ósseo, com ornamentações e chifres supra-orbitais. Esse tipo de crânio robusto hospeda o sistema neurovascular descrito por Cerroni et al. em Skorpiovenator.

Reconstituição de Carnotaurus sastrei (2017) por Fred Wierum, mostrando a morfologia craniana típica dos abelissaurídeos derivados: crânio curto, ósseo, com ornamentações e chifres supra-orbitais. Esse tipo de crânio robusto hospeda o sistema neurovascular descrito por Cerroni et al. em Skorpiovenator.

Impressão de pele caudal de Carnotaurus (MACN-CH 894), publicada como parte dos estudos de morfologia de tecidos moles dos abelissaurídeos. A pele escamosa, com escamas cônicas grandes e pequenas escamas basais, provavelmente é representativa para toda a família, incluindo o Pycnonemosaurus.

Impressão de pele caudal de Carnotaurus (MACN-CH 894), publicada como parte dos estudos de morfologia de tecidos moles dos abelissaurídeos. A pele escamosa, com escamas cônicas grandes e pequenas escamas basais, provavelmente é representativa para toda a família, incluindo o Pycnonemosaurus.

2021

New theropod dinosaur from the Late Cretaceous of Brazil improves abelisaurid diversity

Iori, F.V., Araújo-Júnior, H.I., Tavares, S.A.S., Marinho, T.S. & Martinelli, A.G. · Journal of South American Earth Sciences

Descrição de Kurupi itaata, um novo abelissaurídeo da Formação Marília (Grupo Bauru, Cretáceo Superior) do município de Monte Alto, São Paulo. O holótipo MPMA 27-0001/02 consiste em três vértebras caudais e cintura pélvica parcial, sendo o primeiro tetrapode descrito para a Formação Marília e o segundo abelissaurídeo nomeado do Grupo Bauru após o Pycnonemosaurus nevesi. O trabalho inclui análise filogenética que posiciona ambas as espécies brasileiras como abelissaurídeos brachyrostrans derivados e discute a diversidade crescente de predadores do Cretáceo do Brasil.

Réplica osteológica do Pycnonemosaurus nevesi no Museu de História Natural de Mato Grosso. A expansão da diversidade de abelissaurídeos brasileiros com a descrição de Kurupi itaata (2021) confirma que o Grupo Bauru abrigava múltiplos predadores de grande porte no Cretáceo Superior.

Réplica osteológica do Pycnonemosaurus nevesi no Museu de História Natural de Mato Grosso. A expansão da diversidade de abelissaurídeos brasileiros com a descrição de Kurupi itaata (2021) confirma que o Grupo Bauru abrigava múltiplos predadores de grande porte no Cretáceo Superior.

Seis representantes da Ceratosauria (de cima para baixo): Rugops, Elaphrosaurus, Majungasaurus, Carnotaurus, Ceratosaurus e Berthasaura. O Pycnonemosaurus e o Kurupi itaata (descrito em 2021) se posicionam dentro dos Abelisauridae deste grupo, como grandes predadores do Cretáceo Superior do Brasil.

Seis representantes da Ceratosauria (de cima para baixo): Rugops, Elaphrosaurus, Majungasaurus, Carnotaurus, Ceratosaurus e Berthasaura. O Pycnonemosaurus e o Kurupi itaata (descrito em 2021) se posicionam dentro dos Abelisauridae deste grupo, como grandes predadores do Cretáceo Superior do Brasil.

2008

The phylogeny of Ceratosauria (Dinosauria: Theropoda)

Carrano, M.T. & Sampson, S.D. · Journal of Systematic Palaeontology

Análise filogenética abrangente da Ceratosauria por Carrano e Sampson, publicada no Journal of Systematic Palaeontology. O trabalho apresenta amostragem densa de táxons e caracteres para toda a Ceratosauria, incluindo noasaurídeos e abelissaurídeos. Esta publicação classificou o Pycnonemosaurus como nomen dubium (nome duvidoso) devido à escassez e fragmentação do material fóssil. Essa classificação foi posteriormente rejeitada por Delcourt (2017), que demonstrou autapomorfias válidas no holótipo. A análise de Carrano e Sampson permanece referência essencial para a sistemática dos ceratossauros.

Esqueleto reconstruído de Majungasaurus crenatissimus, abelissaurídeo de Madagascar do Maastrichtiano, parente do Pycnonemosaurus. O Grupo Bauru brasileiro, que abrigava o Pycnonemosaurus, hospedava uma das faunas de dinossauros mais diversas do Hemisfério Sul às vésperas da extinção no final do Cretáceo.

Esqueleto reconstruído de Majungasaurus crenatissimus, abelissaurídeo de Madagascar do Maastrichtiano, parente do Pycnonemosaurus. O Grupo Bauru brasileiro, que abrigava o Pycnonemosaurus, hospedava uma das faunas de dinossauros mais diversas do Hemisfério Sul às vésperas da extinção no final do Cretáceo.

Crânio fóssil de Majungasaurus crenatissimus no Museu Real de Ontário, Canadá. O Majungasaurus foi um dos abelissaurídeos incluídos na amostragem taxonômica de Carrano e Sampson (2008), cujo estudo filogenético estabeleceu as bases para classificação dos abelissaurídeos como o Pycnonemosaurus.

Crânio fóssil de Majungasaurus crenatissimus no Museu Real de Ontário, Canadá. O Majungasaurus foi um dos abelissaurídeos incluídos na amostragem taxonômica de Carrano e Sampson (2008), cujo estudo filogenético estabeleceu as bases para classificação dos abelissaurídeos como o Pycnonemosaurus.

2022

First titanosaur dinosaur nesting site from the Late Cretaceous of Brazil

Fiorelli, L.E., Martinelli, A.G., da Silva, J.I., Hechenleitner, E.M., Soares, M.V.T., Silva Junior, J.C.G., da Silva, J.C., Borges, E.M.R., Ribeiro, L.C.B., Marconato, A., Basilici, G. & Marinho, T.S. · Scientific Reports

Documentação do primeiro sítio de nidificação de titanossauros do Cretáceo Superior do Brasil, na Formação Serra da Galga, Minas Gerais. O sítio inclui várias posturas de ovos com fragmentos de casca preservados, indicando estratégia de nidificação por enterramento em ambiente de paleosolos áridos. O estudo documenta o paleoambiente semi-árido e quente que caracterizava o Grupo Bauru no final do Cretáceo, ambiente no qual o Pycnonemosaurus viveu como predador de topo. Os titanossauros documentados neste sítio são representativos das presas que o Pycnonemosaurus potencialmente caçava.

Réplica de 9 metros do Pycnonemosaurus nevesi no Museu de História Natural de Mato Grosso, construída pelo paleoartista Carlos Scarpini. O animal viveu no mesmo ambiente semi-árido do Grupo Bauru onde foram encontrados os ninhos de titanossauros documentados por Fiorelli et al. (2022).

Réplica de 9 metros do Pycnonemosaurus nevesi no Museu de História Natural de Mato Grosso, construída pelo paleoartista Carlos Scarpini. O animal viveu no mesmo ambiente semi-árido do Grupo Bauru onde foram encontrados os ninhos de titanossauros documentados por Fiorelli et al. (2022).

Réplica do Pycnonemosaurus nevesi no Museu de História Natural de Mato Grosso. O ambiente do Grupo Bauru, habitat deste dinossauro, era semi-árido com amplos leques aluviais, ambiente semelhante ao documentado nos sítios de nidificação de titanossauros do Cretáceo Superior do Brasil.

Réplica do Pycnonemosaurus nevesi no Museu de História Natural de Mato Grosso. O ambiente do Grupo Bauru, habitat deste dinossauro, era semi-árido com amplos leques aluviais, ambiente semelhante ao documentado nos sítios de nidificação de titanossauros do Cretáceo Superior do Brasil.

2024

A new abelisaurid dinosaur from the end Cretaceous of Patagonia and evolutionary rates among the Ceratosauria

Pol, D., Baiano, M.A., Cerny, D., Novas, F.E., Cerda, I.A. & Pittman, M. · Cladistics

Descrição de Koleken inakayali, um novo abelissaurídeo furileusauriano da Formação La Colonia (Maastrichtiano, Cretáceo Superior) da Patagônia. A análise filogenética mais completa da Furileusauria até a data inclui o Pycnonemosaurus nevesi entre os brachyrostrans do Campaniano-Maastrichtiano tardios da América do Sul, junto com Aucasaurus, Niebla e Carnotaurus. O estudo também examina taxas evolutivas entre ceratossauros, revelando que os abelissaurídeos exibiam altas taxas de evolução craniana durante o Cretáceo. O Pycnonemosaurus e Koleken são identificados como parte da mesma fauna furileusauriana diversa do final do Cretáceo.

Tomografia computadorizada das vértebras caudais de Aucasaurus garridoi, parente do Pycnonemosaurus. A análise cladística de Carrano e Sampson (2008) examinou características das vértebras caudais como o processo transverso em gancho para distinguir táxons dentro dos abelissaurídeos.

Tomografia computadorizada das vértebras caudais de Aucasaurus garridoi, parente do Pycnonemosaurus. A análise cladística de Carrano e Sampson (2008) examinou características das vértebras caudais como o processo transverso em gancho para distinguir táxons dentro dos abelissaurídeos.

Crânio de Aucasaurus garridoi, abelissaurídeo argentino do Campaniano e um dos membros da Furileusauria mais próximos do Pycnonemosaurus. A análise de Pol et al. (2024) é a mais recente e abrangente para este clado, refinando a posição filogenética do dinossauro brasileiro.

Crânio de Aucasaurus garridoi, abelissaurídeo argentino do Campaniano e um dos membros da Furileusauria mais próximos do Pycnonemosaurus. A análise de Pol et al. (2024) é a mais recente e abrangente para este clado, refinando a posição filogenética do dinossauro brasileiro.

2007

Quilmesaurus curriei Coria, 2001 (Dinosauria, Theropoda): su validez taxonómica y relaciones filogenéticas

Juárez Valieri, R.D., Fiorelli, L.A. & Cruz, L.E. · Revista del Museo Municipal de Ciencias Naturales Lorenzo Scaglia

Reavaliação taxonômica do Quilmesaurus curriei, abelissaurídeo argentino do Maastrichtiano encontrado na Formação Allen. O estudo compara o material de Quilmesaurus com outros abelissaurídeos sul-americanos, incluindo Pycnonemosaurus nevesi, e analisa as relações filogenéticas dos carnotaurinos. A comparação dos fêmures distais de Quilmesaurus e Carnotaurus — imagem chave do paper — demonstra como as variações morfológicas das extremidades dos membros posteriores são usadas para distinguir táxons dentro dos abelissaurídeos. O trabalho contribui para entender as relações de parentesco entre os grandes predadores do Cretáceo Superior da América do Sul.

Comparação das tíbias de Quilmesaurus curriei com outros abelissaurídeos. As tíbias são elementos diagnósticos importantes em abelissaurídeos fragmentários como o Pycnonemosaurus. O ambiente titanossauriano documentado por Fiorelli et al. (2022) era habitado por animais com membros posteriores similares.

Comparação das tíbias de Quilmesaurus curriei com outros abelissaurídeos. As tíbias são elementos diagnósticos importantes em abelissaurídeos fragmentários como o Pycnonemosaurus. O ambiente titanossauriano documentado por Fiorelli et al. (2022) era habitado por animais com membros posteriores similares.

Elementos fósseis de abelissaurídeos patagônicos com patologias: tíbia de Quilmesaurus curriei, vértebras caudais de Aucasaurus garridoi e vértebras de Elemgasem nubilus. O Quilmesaurus, tema principal do paper de Juárez Valieri et al., é um carnotaurino como o Pycnonemosaurus, compartilhando diversas características anatômicas dos membros posteriores.

Elementos fósseis de abelissaurídeos patagônicos com patologias: tíbia de Quilmesaurus curriei, vértebras caudais de Aucasaurus garridoi e vértebras de Elemgasem nubilus. O Quilmesaurus, tema principal do paper de Juárez Valieri et al., é um carnotaurino como o Pycnonemosaurus, compartilhando diversas características anatômicas dos membros posteriores.

DGM 859-R (Holótipo) — Museu de Ciências da Terra (MCTer), Rio de Janeiro, Brasil

Paixao 677, CC BY-SA 4.0 (réplica no MHNMT, Cuiabá)

DGM 859-R (Holótipo)

Museu de Ciências da Terra (MCTer), Rio de Janeiro, Brasil

Completude: ~15%
Encontrado em: 1983
Por: Equipe do Museu de Ciências da Terra

Único espécime original conhecido da espécie, coletado na localidade Jangada Roncador, Mato Grosso. Consiste em cinco dentes incompletos, partes de sete vértebras caudais, púbis distal direito, tíbia direita e fíbula distal direita. Provavelmente pertenceu a um indivíduo subadulto.

Réplica Osteológica MHNMT — Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT), Cuiabá, Brasil

MHNMT (Museu de História Natural de Mato Grosso), CC BY-SA 4.0

Réplica Osteológica MHNMT

Museu de História Natural de Mato Grosso (MHNMT), Cuiabá, Brasil

Completude: Réplica completa hipotética
Encontrado em: 2023
Por: Carlos Scarpini (paleoartista)

Réplica científica de 9 metros de comprimento por 4 metros de altura, construída pelo paleoartista Carlos Scarpini após dois meses de estudo dos grupos filogenéticos da espécie. A réplica foi restaurada e agora está exposta na área externa do museu. Representa o maior dinossauro em escala do Brasil.

O Pycnonemosaurus nevesi não ganhou papel de destaque direto no cinema, mas sua presença na cultura pop ocorre de forma indireta, porém significativa: seu DNA foi canonicamente incluído entre os componentes genéticos do Indominus rex, o antagonista central de Jurassic World (2015). A justificativa narrativa era que os genes dos abelissaurídeos conferiam ao híbrido uma espécie de armadura biológica. Esse cameo genético colocou o dinossauro brasileiro no maior franchising de ficção científica do planeta, ainda que de forma invisível. Em nível nacional, o Pycnonemosaurus é objeto de grande interesse em produções educativas e científicas brasileiras que o celebram como símbolo da paleontologia do Mato Grosso. O Museu de História Natural de Mato Grosso possui uma réplica em escala natural de 9 metros, considerada a maior réplica de dinossauro em escala do Brasil, que se tornou atração turística e educativa. A crescente popularização da paleontologia brasileira nas redes sociais tem amplificado a visibilidade do Pycnonemosaurus como orgulho da ciência nacional.

Animatrônico do T-rex da franquia Jurassic Park com o Jeep característico da série

Animatrônico em tamanho real do T-rex da franquia Jurassic Park, com o Jeep vermelho icônico da série — Amaury Laporte · CC BY 2.0

2011 📹 Planet Dinosaur — Nigel Paterson & Phil Dobree (BBC) Wikipedia →
2015 🎬 Jurassic World — Colin Trevorrow Wikipedia →
2018 🎬 Jurassic World: Fallen Kingdom — J.A. Bayona Wikipedia →
2020 📹 Dinossauros: Os Gigantes do Brasil — Produção educacional brasileira Wikipedia →
2022 🎬 Jurassic World: Dominion — Colin Trevorrow Wikipedia →
2022 📹 Prehistoric Planet — Jon Favreau (produtor executivo) Wikipedia →
Dinosauria
Saurischia
Theropoda
Ceratosauria
Abelisauridae
Brachyrostra
Furileusauria
Primeiro fóssil
1983
Descobridor
Equipe do Museu de Ciências da Terra
Descrição formal
2002
Descrito por
Alexander W.A. Kellner & Diogenes de Almeida Campos
Formação
Formação Cachoeira do Bom Jardim
Região
Mato Grosso
País
Brasil
Kellner, A.W.A. & Campos, D.A. (2002) — Arquivos do Museu Nacional

Curiosidade

O Pycnonemosaurus nevesi é o maior abelissaurídeo conhecido da história, com 8,9 metros de comprimento, superando até o Carnotaurus. Ele é nomeado em homenagem ao paleontólogo brasileiro Iedo Batista Neves, e seu nome significa 'lagarto da floresta densa', em alusão ao Mato Grosso, o estado onde foi encontrado.